HANSENÍASE COMO DOENÇA NEGLIGENCIADA: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, DESAFIOS TERAPÊUTICOS E PERSPECTIVAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS NANOESTRUTURAIS



HANSENÍASE COMO DOENÇA NEGLIGENCIADA: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, DESAFIOS TERAPÊUTICOS E PERSPECTIVAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS NANOESTRUTURAIS
978-65-6155-181-6

2026
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Dariani Buzo Nobre
Nobre, Dariani Buzo
Bárbara Marmor Bachinski
Bachinski, Bárbara Marmor
Letícia Marques Colomé
Colomé, Letícia Marques
Elen Caroline de Matos Amador
Amador, Elen Caroline de Matos
Eliane Espindola Jaques
Jaques, Eliane Espindola
Gabriely Antonella Rodrigues Carrazzoni
Carrazzoni, Gabriely Antonella Rodrigues
Giovanna Oliveira da Silva
Silva, Giovanna Oliveira da
Karoline Brizola de Souza
Souza, Karoline Brizola de
Luciana de Medeiros Alves
Alves, Luciana de Medeiros
Thaís da Silva Amaral
Amaral, Thaís da Silva
Resumo A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo ocasionar incapacidades físicas permanentes quando não diagnosticada e tratada precocemente. Apesar da disponibilidade de tratamento eficaz e gratuito, a hanseníase permanece como um importante problema de saúde pública em diversos países, sendo classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença tropical negligenciada. Essa condição está intimamente relacionada a fatores socioeconômicos, como pobreza, desigualdade social, acesso limitado aos serviços de saúde e deficiência nas ações de vigilância epidemiológica. A negligência histórica em relação à doença contribui para a manutenção da transmissão, para o diagnóstico tardio e para a persistência do estigma social associado aos indivíduos acometidos. Além dos impactos físicos, a hanseníase provoca consequências psicológicas, econômicas e sociais significativas, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, torna-se fundamental fortalecer as estratégias de educação em saúde, ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e incentivar o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas que possam melhorar a adesão ao tratamento e reduzir os efeitos adversos dos medicamentos atualmente utilizados. Dessa forma, compreender a hanseníase como uma doença negligenciada é essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para o incentivo à pesquisa científica, contribuindo para o controle da doença e para a redução de seus impactos na população.
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