TREINO DE MARCHA EM DIFERENTES SUPERFÍCIES NA PESSOA PÓS-ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: RELATO DE CASO

Code: 260822695
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Título

TREINO DE MARCHA EM DIFERENTES SUPERFÍCIES NA PESSOA PÓS-ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: RELATO DE CASO

Autores:
  • Susana Barreiros

  • Nelson Emídio Henrique Guerra

  • Luís Manuel Mota de Sousa

  • Sandy Silva Pedro Severino

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260822695
    Publicado em

    26/08/2026

    Páginas

    194-207

    Capítulo

    12

    Resumo

    Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui uma das principais causas de incapacidade adquirida em adultos, frequentemente associado a alterações da força muscular, equilíbrio, controlo postural e marcha. Em contexto de reabilitação, o treino de marcha em diferentes superfícies representa uma estratégia relevante para estimular a adaptação motora, a proprioceção, a confiança e a segurança funcional. Objetivo: Descrever os ganhos sensíveis às intervenções do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação no treino de marcha em diferentes superfícies numa pessoa em situação pós-AVC. Método: Estudo de caso descritivo, elaborado segundo as orientações CARE para relatos de caso, referente a uma pessoa de 64 anos, internada numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados após AVC isquémico do hemisfério esquerdo. O programa decorreu ao longo de cinco semanas e incluiu treino de equilíbrio, fortalecimento muscular, marcha assistida e progressão para superfícies com diferentes texturas e níveis de complexidade. A evolução foi monitorizada com recurso ao Índice de Barthel, Medical Research Council, Berg Balance Scale, Escala de Ashworth Modificada e Escala de Borg. Resultados: Verificou-se melhoria progressiva da tolerância ao esforço, com redução da Escala de Borg de 8 para 5, aumento da pontuação na Berg Balance Scale de 4 para 27 pontos, diminuição da espasticidade de 4 para 2 na Escala de Ashworth Modificada e evolução da força muscular no hemicorpo afetado de 0/1 para 1/2 na escala Medical Research Council. A pessoa passou a realizar marcha em superfícies irregulares com menor assistência e maior confiança. Conclusão: O programa individualizado de enfermagem de reabilitação, estruturado e progressivo, demonstrou ganhos funcionais relevantes na segurança da marcha, equilíbrio e autonomia, reforçando o contributo do enfermeiro de reabilitação na recuperação funcional pós-AVC.

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    Palavras-chave

    Acidente Vascular Cerebral; Enfermagem de Reabilitação; Treino de Marcha; Equilíbrio Postural; Reabilitação Funcional

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