MOSCAS, MOSQUITOS E MIÍASES: PRÁTICAS DE SOBREVIVÊNCIA E CONHECIMENTOS SOBRE INSETOS NAS AMÉRICAS COLONIAIS DO SÉCULO XVI



MOSCAS, MOSQUITOS E MIÍASES: PRÁTICAS DE SOBREVIVÊNCIA E CONHECIMENTOS SOBRE INSETOS NAS AMÉRICAS COLONIAIS DO SÉCULO XVI
Christian Fausto Moraes dos Santos
Wellington Bernardelli Silva Filho
Gabrielle Legnaghi de Almeida

06/02/2026
41-71
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Neste capítulo, analisamos como moscas, mosquitos e miíases surgem nos relatos ibero-atlânticos do século XVI não como detalhes pitorescos, mas como operadores de experiência e de conhecimento. Ao acompanhar cronistas, missionários e colonizadores diante da profusão de “animais miúdos”, mostramos que o desconforto corporal — picadas, pruridos e noites sem sono — se imbrica ao esforço de nomear, comparar e hierarquizar seres que tensionavam repertórios herdados da história natural e da filosofia natural. Em seguida, reconstruímos práticas de sobrevivência, como o uso de fumaça, lama e outros recursos, evidenciando mediações locais e aprendizados com povos indígenas. Também examinamos como a literatura colonial articulou mosquitos a clima e paisagem, desenhando uma geografia da hostilidade ambiental. Por fim, deslocamos o foco para as moscas associadas a larvas e miíases, discutindo como esses episódios expõem a vulnerabilidade dos corpos coloniais e reconfiguram critérios de relevância descritiva. Sustentamos, assim, que o “miúdo” participa ativamente das recalibragens dos regimes de observação e classificação no primeiro século de contato.
Ler mais...História das ciências; Moscas; Mosquitos; Novo Mundo; Século XVI
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