ENTRE COMPETÊNCIA E RESISTÊNCIA: A CONSTRUÇÃO SIMBÓLICA DA MULHER CIENTISTA POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO



ENTRE COMPETÊNCIA E RESISTÊNCIA: A CONSTRUÇÃO SIMBÓLICA DA MULHER CIENTISTA POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Luciano Luz Gonzaga
Gilda Olinto de Oliveira
Jacqueline Leta

05/07/2026
309-324
18
A pesquisa tem como objetivo investigar como estudantes do Ensino Médio, de uma escola localizada na periferia do município do Rio de Janeiro, constroem significados acerca de “ser mulher e ser cientista”. Para tanto, adotou-se como referencial teórico-metodológico a Teoria do Núcleo Central articulada à Teoria das Representações Sociais. Como procedimentos metodológicos, utilizou-se o Teste de Associação Livre de Palavras para a produção dos dados, analisados por meio do software Evocation 2000, com base na análise prototípica, e complementados pela Técnica de Coocorrência, a fim de aprofundar a identificação da centralidade dos elementos representacionais. Os resultados revelam que as estudantes do 3º ano do Ensino Médio constroem a figura da mulher cientista a partir de uma dupla percepção: de um lado, a necessidade de demonstrar competência intelectual; de outro, a mobilização de características associadas à resistência como forma de legitimar sua presença no campo científico. Tal configuração revela que, embora haja reconhecimento das capacidades cognitivas das mulheres, persistem barreiras simbólicas que reforçam a ideia de que elas precisam se destacar continuamente para ocupar esse espaço. Conclui-se que a escola precisa desempenhar um papel central na problematização dessas representações, atuando como espaço de construção de uma educação científica crítica e inclusiva.
Ler mais...Representações Sociais; Mulher na ciência; Ensino Médio
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