CUIDAR NA ERA DIGITAL: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO SUPORTE À ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO NA COMUNIDADE



CUIDAR NA ERA DIGITAL: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO SUPORTE À ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO NA COMUNIDADE
Bárbara Logarinho Cardoso
Hugo Nunes
Joel Marcelo
Sacha Matias
Nelson Emídio Henrique Guerra
Joana Mendes Marques
Luís Manuel Mota de Sousa
Sandy Silva Pedro Severino

25/08/2026
50-58
5
Introdução: A reabilitação é crucial face ao envelhecimento e às doenças crónicas, embora a transição hospital-domicílio apresente lacunas na continuidade de cuidados. Através de sensores e plataformas digitais, a Inteligência Artificial (IA) permite a monitorização e o feedback personalizado, superando barreiras de acesso. Sustentada pelas teorias de Locsin e Orem, a tecnologia potencia o conhecimento da pessoa e o seu autocuidado. Objetivo: Refletir criticamente sobre o papel da IA na Enfermagem de Reabilitação em contexto comunitário, examinando a sua aplicabilidade, benefícios e desafios na prática clínica. Método: Artigo teórico-reflexivo fundamentado na análise crítica de literatura científica recente indexada nas bases de dados PubMed, CINAHL e Medline, sobre a integração da Inteligência Artificial na reabilitação e na enfermagem, articulada com os referenciais teóricos de Orem e Locsin. Resultados: A evidência demonstra que a IA permite uma monitorização contínua e assíncrona, melhorando a adesão terapêutica e a precisão na deteção de riscos funcionais, como quedas. A aplicação de sistemas de reabilitação virtual e sensores inteligentes facilita a descentralização dos cuidados, otimizando a continuidade da assistência no domicílio. Contudo, a eficácia destas tecnologias depende da mediação do enfermeiro especialista, que utiliza a IA como suporte à decisão clínica para personalizar intervenções e promover a autonomia. O sucesso da implementação é condicionado pela literacia digital e pela manutenção da relação terapêutica. Conclusão: A IA é uma ferramenta complementar e emancipatória na Enfermagem de Reabilitação. Fundamentada em Orem e Locsin, a sua integração potencia a independência e o autocuidado, otimizando resultados clínicos. A evidência sugere que a IA qualifica a tomada de decisão, exigindo enfermeiros capacitados para garantir um cuidado ético, seguro e humanizado, focado na autonomia.
Ler mais...Enfermagem em Reabilitação; Inteligência Artificial; Autocuidado; Saúde do Idoso; Tecnologia Assistiva
ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO: FUNDAMENTOS, INTERVENÇÃO E RESULTADOS
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