CONECTIVIDADE EPIDEMIOLÓGICA E LOGÍSTICA NA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL: ANÁLISE TEMPORAL DAS INTERNAÇÕES POR DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS

Code: 260521952
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Título

CONECTIVIDADE EPIDEMIOLÓGICA E LOGÍSTICA NA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL: ANÁLISE TEMPORAL DAS INTERNAÇÕES POR DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS

Autores:
  • Vitor Lima Nunes

  • Marcos Paulo Fernandes Lobato

  • Luisa Mendes Melchuna

  • Ana Louise Holanda do Nascimento

  • Aleksandra Peçanha Sharapin Sagrilo

  • Natália Penalva Panighel

  • Vinícius Gehrke Tonin

  • Valdir Paz Ribeiro Júnior

  • Guilherme Dutra Pereira

  • Bárbara Marta Gonçalves Torres

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260521952
    Publicado em

    01/07/2026

    Páginas

    127-145

    Capítulo

    10

    Resumo

    Em territórios transfronteiriços, a logística costuma ser tomada como vetor imediato de surtos infecciosos. Entre a rodovia e o leito hospitalar, porém, atuam mediadores como clima, saneamento, vulnerabilidade socioespacial, acesso e organização assistencial. Objetivo: testar a premissa do “efeito dominó” logístico, investigando a conectividade epidemiológica das internações por Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) em Alegrete, Uruguaiana e Sant’Ana do Livramento. Métodos: estudo ecológico, retrospectivo e quantitativo, baseado em séries temporais mensais de 144 meses (2014–2025). Extraíram-se, do SIH/SUS, as internações do Capítulo I da CID-10 (A00–B99). Aplicou-se a Função de Correlação Cruzada (CCF), com defasagens bidirecionais de até seis meses, para identificar sincronia, precedência ou ruptura temporal. Resultados: os dados não sustentaram propagação mecânica e sincrônica pelo eixo rodoviário. A maior correlação, no par Alegrete–Uruguaiana, foi baixa (r = 0,153) e ocorreu em lag de seis meses, sugerindo espelhamento sazonal tardio, mais compatível com condicionantes climáticos e territoriais do que com contágio viário direto. Sant’Ana do Livramento exibiu dissociação estrutural (r < 0,11), indicando dinâmica própria, possivelmente associada à conurbação internacional e aos fluxos com o Uruguai. Conclusão: a morbidade infecciosa hospitalar na Fronteira Oeste não acompanha linearmente as rodovias. Emerge da interação entre ecologia local, vulnerabilidade sanitária, sazonalidade e assistência. A vigilância deve superar leituras homogêneas da mobilidade e adotar estratégias ultraterritorializadas, sensíveis aos circuitos locais de exposição, cuidado e registro.

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    Palavras-chave

    epidemiologia espacial; correlação cruzada; doenças infecciosas; SIH/SUS; Fronteira Oeste

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