A TEIA DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES SOBRE ARANHAS VENENOSAS EM HERNÁNDEZ E SAHAGÚN



A TEIA DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES SOBRE ARANHAS VENENOSAS EM HERNÁNDEZ E SAHAGÚN
Anelisa Mota Gregoleti
Raiza Aparecida da Silva Fávaro
Maria Regina Cotrim Guimarães
Christian Fausto Moraes dos Santos

06/02/2026
119-140
4
Este capítulo analisa as descrições sobre as aranhas venenosas e seus contravenenos presentes nas obras de dois autores do século XVI: o médico naturalista Francisco Hernández e o missionário franciscano Bernardino de Sahagún. Ambos registraram, a partir de perspectivas distintas, observações sobre os animais peçonhentos e as práticas terapêuticas utilizadas na Nova Espanha, articulando saberes indígenas e europeus. A pesquisa busca compreender como a aranha, enquanto figura do perigo e da cura, expressa o encontro epistemológico entre a história natural renascentista e os saberes médicos ameríndios. O estudo fundamenta-se na história das ciências, na análise textual e na comparação de fontes primárias, evidenciando os modos pelos quais a natureza americana foi incorporada aos discursos médicos e morais do período colonial. Ao interpretar a tensão entre o veneno e o remédio, o capítulo propõe uma leitura simbólica e científica das relações entre corpo, ambiente e conhecimento no século XVI.
Ler mais...História das ciências; Aranhas venenosas; Bernardino de Sahagún; Francisco Hernández; Medicina colonial
UM PARAÍSO PEÇONHENTO: ANIMAIS VENENOSOS NAS CRÔNICAS DO NOVO MUNDO
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